Pela janela vejo o que posso ver
Pela janela sei do que quero saber
Mas apenas atrás dela posso permanecer
Pela prisão perpétua do meu ser
Pelos meus atos fui condenado
A viver só, angustiado
Sendo eternamente torturado
Por não poder viver ao seu lado
A saudade vem, vai embora
Sempre à postular por misericórdia
E esse arquétipo de tortura, punição
Se torna flagelo do meu coração
Pelo conluio hipócrita fui julgado
Vossa blasfêmia aceita, meus argumentos ignorados
E atrás da janela tenho que permanecer
Com um único prazer, pensar em você.