É verdade, já tive o mundo aos meus pés, dava as ordens. Não havia o que ser questionado. Mas o que adianta se hoje durmo sozinho pelas ruas que já foram minhas?
Os sinos de Jerusalém estão tocando, a infantaria romana está chegando, através do meu espelho, minha espada e meu escudo já não me servem mais. Os meus aliados me traíram. Com um certo beijo, de uma noite sombria se fez.
Ando por caminhos que foram meus e que hoje já não me encontro mais, não me encontro mais em mim, não há uma luz ao caminhar, o que sinto é tão indescritível. É sem duvidas a sensação de passar uma noite com ela, a melhor de todas as mulheres, e ser apenas mais uma noite normal, como todas as que já havia passado.
A esta altura sei que São Pedro não chamará meu nome, me conheço como indigno de qualquer chamado realmente significante como muitos outros que me foram dado.
Nunca houve nenhuma palavra honesta, não era necessario, estavam todos aos meus pés como cachorrinhos que queriam um pouco de atenção; justo a que eu sabia dar muito bem, de uma forma com que ninguem notasse o quão mentiroso e insensível eu era.
Saboreando a morte de uma vida mal vivida, acabando com todas as idealizações de um futuro promissor, me encontro aqui, amargo, mas ainda assim, arrependido. A vondade de mudar o futuro não me faz digno de voltar ao passado e reviver tudo diferente.
Gabriel Sena & Larissa Ayres
Sempre Juntos.
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